Faça Yôga antes que você precise!

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Yôga Antigo em Santos/SP



As aulas de SwáSthya Yôga, o Yôga Antigo, já começaram em Santos!

Agende uma aula experimental gratuita!


Mude o mundo e comece por você!

Yôga é 10 porque te dá energia, consciência corporal, alongamento, vitalidade e bem estar.
Yôga é mais que uma técnica, é atitude. Não é apenas fazer uma aula com hora marcada, mas sim aprender a aproveitar plenamente o momento. E como é difícil aproveitar o momento! Aprender a olhar para dentro, tomar consciência, desenvolver energia e foco é parte do Yôga.
Mas é o somatório de tudo isso que faz a diferença. Respirar amplamente, sentar de maneira correta, andar com boa postura, alimentar-se de forma saudável e dormir direito são conseqüências secundárias.
Viver de maneira mais consciente é a grande conquista. Yôga é cultura, é consciência, é respeito, Yôga é 10.

Esportistas

Você deseja aumentar seu desempenho nos esportes e reduzir o risco de lesões?
O número de esportistas que praticam Yôga cresce a cada ano.
O Yôga através dos respiratórios conscientes e outras técnicas, contribui para a redução do desgaste das competições e ajuda a manter a mente mais focada. Grandes campeões como Rickson Gracie, Tiger Woods, Guga, Vênus Willians, e muitos outros aprenderam a integrar os efeitos do Yôga ao seu esporte predileto.

Artistas



Você sabia que a Top Model Gisele Bunchen pratica Yôga para aumentar a qualidade de vida e aliviar o stress?
O stress do dia a dia vai nos consumindo aos poucos. O que algumas pessoas não sabem é que a prática de Yôga contribui para administrar melhor o estresse aumentando a sua energia. O corpo disposto e vitalizado pela prática do Yôga fica muito menos vulnerável.
Modelos, Artistas e Apresentadores já descobriram a satisfação da prática do Yôga em sua vida.
Venha descobrir você também.

Executivos



Você sabia que a revista Forbes recomendou recentemente a prática de Yôga a executivos para manterem a forma e uma mente mais focada?
Administrar o stress é muito importante na vida de um executivo, ter uma mente mais focada também é imprescindível. Todos os dias recebemos milhares de informações que desviam a nossa atenção e roubam o nosso tempo. Uma mente bem treinada para a concentração é um diferencial e tanto para um mercado cada vez mais competitivo.
Executivos das principais empresas do mundo têm praticado essas técnicas com o intuito de maximizar suas potencialidades, por saberem que conhecendo-se melhor obterão invariavelmente mais resultados.
Profundo? Venha fazer uma aula e descubra muito mais sobre os seus potenciais.

Estudantes



Você sabia que algumas escolas de Boston, a região que abriga as melhores universidades do mundo, estão incluindo o Yôga como parte de seu currículum?
Muitas escolas do mundo já incluíram o Yôga como disciplina em seus currículos. Recentemente as escolas da região de Boston, famosa por abrigar Universidades como Harvard, Boston University e M.I.T., que formaram gênios como Bill Gates e Paul Allen, também aderiram ao Yôga.
Alunos que praticam Yôga são geralmente mais focados e estudos comprovam sua eficiência na ansiedade antes de exames, e no aumento das atividades cerebrais.
A aula de Yôga pode contribuir com todas as outras aulas que você faz.



INCLUA SWÁSTHYA YÔGA NO SEU ESPAÇO!




- Aulas Personalizadas de SwáSthya Yôga





Foi pensando na sua praticidade, e na falta de tempo da correria do dia-a-dia que desenvolvemos um programa específico para aulas particulares. Com toda privacidade, você pode optar por fazer aulas individualizadas na sua casa, ou em qualquer outro local de sua preferência. Sua empresa ou até mesmo na praia. Uma das vantagens deste tipo de trabalho é receber uma atenção diferenciada do instrutor, que direcionará as práticas de acordo com seus objetivos. Seu biotipo, limitações e ambições. Para maior conforto do futuro aluno, há a possibilidade de se agendar uma aula experimental a fim de se conhecer a mecânica do método, o instrutor e sua didática.





- Aulas em Academias e Empresas





"160 bilhões de dólares são gastos, anualmente, pelas empresas em todo o mundo, com despesas médicas, hospitalares, indenizações, horas de trabalho perdidas e substituição de pessoal".





- Quem somos nós





Nós somos a Rede De Rose, que engloba a Primeira Universidade de Yôga do Brasil, divisão da União Nacional de Yôga, a maior empresa de Yôga técnico do mundo, com mais de 30 anos no Brasil. Temos hoje 50.000 alunos distribuídos por 205 Unidades em todo o país, 32 no Mercosul e 20 na Europa. Fomos considerados a quarta maior empresa de franchising pela revista Exame. Constituímos uma das mais antigas redes de franquia do país. Para conhecer-nos melhor, queira visitar o nosso site: http://www.uni-yoga.org.br/.

- Nossos instrutores




Garantimos a excelência técnica dos nossos instrutores. Os profissionais que formamos têm certificado de habilitação em Yôga expedido por uma Universidade Federal, Estadual ou Católica. São avaliados e revalidados anualmente pela Federação de Yôga do Estado. Quase todos estão na faixa dos 20 aos 30 anos de idade. Depois disso, tornam-se empresários, abrindo suas próprias franquias.


- Nosso público


Somos especializados em público jovem e dinâmico, e nossas técnicas, apesar de biológicas, são bastante fortes. O perfil do nosso praticante é o de jovens empresários, executivos, artistas, universitários, desportistas e modelos. Em pouco tempo passam a ter seus corpos esculturados e um domínio absoluto do stress.







- Nosso método de Yôga


O Swásthya Yôga possui uma variedade de técnicas que, sem ser atividade física nem desportiva, contribui para conferir uma performance superior em qualquer esporte, dança ou artes marciais. E ainda garante uma proverbial flexibilidade articular e muscular, obtidas mediante a eliminação de tensões localizadas, bem como a conscientização de grupos musculares e permanências maiores no ponto culminante de solicitação.


- Nossa proposta de parceria





Propomos um contrato de seu Espaço com a nossa Rede, mediante o qual forneceremos a terceirização de instrutores sem vínculo empregatício, o que é bastante conveniente para todos. Os instrutores são mais do que autônomos: são pré-empresários, que já têm uma infra-estrutura de personalidade jurídica, oferecendo, assim, máxima segurança para vocês e para nós. Desejando mais esclarecimentos, solicitamos que entre em contato conosco no Espaço Cultural de Yôga Antigo, no telefone 13 3284-1020.


- Swásthya Yôga para qualidade de vida e administração do stress


Nossa proposta, através da prática de técnicas do Swásthya Yôga, é proporcionar dentre outras coisas, uma melhor administração do stress, melhoria da postura corporal, alongamento e flexibilidade geral do corpo, reeducação respiratória, maior coordenação motora e consciência corporal, melhor relacionamento interpessoal, incremento da saúde com dinamismo e criatividade, eclodindo em um aumento da produtividade e qualidade de vida.

















O poder de mudança dentro de nós



Hoje sou instrutora de SwáSthya Yôga, e como é bom respirar fundo e me conscientizar disto! Como é bom gostar do que se faz... Isso sim, não tem preço...

Em casa, quando tenho tempo sobrando... estudo... SwáSthya Yôga...

No final de semana, quando deveria descansar... trabalho... pensando como melhorar cada vez mais...

A cada segundo, "quando paro para não pensar", se mesmo assim os pensamentos teimam em vir à mente, o pensamento é: sobre SwáSthya Yôga. Inevitável! rs

E quando penso no tamanho da minha responsabilidade... em sentar à frente de uma turma de rostinhos ansiosos, e ministrar um Sádhana (Prática), percebo quanto posso interferir na vida destas pessoas, no Karma dos meus queridos alunos. Cada olhar, cada gesto de carinho e respeito, cada pergunta consciente deles, e a grande responsabilidade de esclarecer uma filosofia ancestral. De criar uma linha no tempo, de mais de 5000 anos, entre Shiva (Criador Mitológico do Yôga) e eu. Dois seres-humanos simples. Em épocas diferentes. Cheios de virtudes e defeitos. Mas com uma qualidade maior entre todas: o desejo de mudança. E a continuidade de uma missão. O Yôga. Assim como Shiva, com seu carácter de destruidor, que através da dança do Universo destrói para reconstruir, dentro de uma aula, como instrutora de SwáSthya Yôga, destruo velhos hábitos ruins, velhos paradigmas, velhas prisões sociais a que estamos acorrentados e mostro aos meus alunos o quanto podemos ser "mais". Termos uma chance. Uma nova história de vida para ser criada. Evoluir.


Tenho muito que agradecer aos meus instrutores nesta vida. Instrutor Fábio Euksuzian, que tanto me ensinou, e fez que eu conhecesse esta filosofia milenar, a minha monitora Célia Berlim, que me acompanha, sempre disposta a novos ensinamentos. E ao meu mestre Querido, Mestre DeRose. Como é bom ter tão próximos pessoas tão amigas, dispostas a ensinar! Porque certamente como eu sinto, estas pessoas também amam o que fazem. E mais ainda, também se sentem responsáveis pela grande mudança do meu Karma. E através de mim, assim por diante. E a cada instrutor que eu formar, continuarei esta missão. Que se processará novamente, modificando para melhor novas pessoas, dando continuidade à nossa família, formando novos instrutores, que terão este mesmo sentimento.

É muita responsabilidade!!!

Ter nas mãos ferramentas tão transformadoras!!!

E como isso é bom!


"Yôga é uma filosofia perfeita, exercida por pessoas imperfeitas" (Mestre DeRose)




Mecânica pela qual os efeitos do SwáSthya Yôga se processam:


- Os mantras ajudam a obter o aquietamento das ondas mentais para conquistar uma boa concentração e meditação.

- Os pránáyámas fornecem uma cota extra de energia vital, aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções, permitem o contato do consciente com o inconsciente e ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa.

- Os kriyás promovem a higiene interna das mucosas do estômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios, das conjuntivites, etc.

- Os ásanas regulam o peso por estimulação da tireóide, oxigenação cerebral pelas posições invertidas, consciência corporal, coordenação motora e alongamento muscular que auxiliará os esportes.

- Os bandhas prestam um massageamento aos plexos nervosos, glândulas endócrinas e órgãos internos.

- Yôganidrá é o método de descontração que auxilia a todos os anteriores e, juntamente com as demais partes da prática implode o stress. Na verdade, relaxamento é a parte menos relevante do Yôga, a menor e a menos importante. Em seu conjunto, o Yôga não relaxa: energiza!

- Samyama (concentração, meditação e outros estados mais profundos) proporciona a megalucidez e o autoconhecimento.Estes efeitos, e muitos outros são simples conseqüência das técnicas. Ocorrem como resultado natural de estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Se aprendermos a respirar melhor, descontrair melhor, dormir melhor, comer melhor, excretar melhor, fazer exercícios moderados e manifestar uma sexualidade melhor, os frutos só podem ser o aumento da saúde.
Poesia

O SwáSthya Yôga como arte pura

Completo

Quero arte em minhas mãos
Quero arte em meu corpo
Quero vivências, intuição
Quero uma vida com escopo

Revoltos na história do Tantra
Quero falar, comunicar,
Mudrá, pújá, mantra
Vocalizar, entoar

Pránáyáma, kriyá, ásana
Yôganidrá e samyáma
Tão completo, tão SwáSthya
Tão perfeito, quem não ama?

Quero dançar freneticamente como Shiva
Quero explodir de tanta emoção
Natarája, natarája
Pura arte do coração



Thais Lopes

O SwáSthya Yôga Como Arte Pura

Chá da Amizade na Casa da Fazenda_Morumbi_SP

Instrutora Thais Lopes


SwáSthya Yôga

“O Yôga é uma filosofia perfeita
exercitada por pessoas imperfeitas.”
(Mestre DeRose)

SwáSthya, em sânscrito, significa auto-suficiência, saúde, bem estar, conforto e satisfação. Justamente por ser um Yôga auto-suficiente, nele já está incutida toda a forma de arte.
SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga Antigo, pré-clássico, ultra-integral, o Yôga mais completo do mundo, baseado em raízes muito antigas Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga. Noutras palavras é próprio Yôga pré-clássico surgido a mais de 5000 anos. E codificado no século passado pelo Mestre DeRose.
Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao Samádhi.

O SwáSthya Yôga tem como principais características:

- Sua prática extremamente completa, integrada por oito modalidades de técnicas;
- A codificação das regras gerais;
- Resgate do conceito arcaico de seqüências encadeadas sem repetição;
- Direcionamento a pessoas especiais, que nasceram para o SwáSthya Yôga;
- Valorização do sentimento gregário;
- Seriedade Superlativa;
- Alegria Sincera;
- Lealdade Inquebrantável.

O Ashtánga Sádhana “prática em oito partes” é composto por:

- Mudrá (Linguagem Gestual);
- Pújá (Trânsito Energético);
- Mantra (Vocalização de sons e ultra-sons);
-Pránáyáma (Expansão da Bio-Energia);
-Kriyá (Atividade de Purificação das Mucosas);
-Ásana (Técnica Corporal);
-Yôganidrá (Técnica de Descontração);
-Samyama (Concentração, Meditação e Hiperconsciência).

Falaremos detalhadamente sobre elas a seguir.

“O Yôga não visa resolver as mazelas do trivial diário
e sim a grande equação cósmica da evolução.”
(Mestre DeRose)

Mudrá; Pújá


Mudrá

Gesto Reflexológico, simbólico e magnético feito com as mãos.

“A mão que esclarece
Na arte que sublima
Na mão transparece
O desejo, o clima

O efeito inconsciente
Coletivo, resistente
Arquétipos, sentimento
Vivencie este momento.”

Mudrá é a linguagem gestual do Yôga, designa todos os gestos feitos com as mãos. Sua tradução literal é o gesto, selo ou senha. Os mudrás tem sua origem na ancestral tradição tântrika, atuam por associação neurológica e condicionamento reflexológico e desencadeiam estados de consciência e fisiológicos.
Mudrá é a parte do Yôga que estuda e aplica os efeitos dos gestos sobre o psiquismo e, por conseqüência, sobre o corpo físico.
Os gestos feitos com as mãos, mudrás, representam a arte em forma de uma dança, um bailado, expressão pura, nos conectando com nós mesmos, nossos arquétipos, nosso inconsciente.






Mestre DeRose e Instrutora Thais Lopes


Respeito, Gratidão, Admiração, Carinho e Amizade. Palavras que definem meus sentimentos pelo meu Mestre, a quem devo meu conhecimento adquirido em anos de SwáSthya Yôga.



Mestre DeRose_Codificador do SwáSthya Yôga


Pújá

Retribuição de energia

“Se Deus é as flores e as árvores
E os montes e Sol e luar
Então acredito nele a toda hora.

Mais se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o Sol
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e Sol e luar.”
(Alberto Caieiro)

Pújá pode ter vários significados. Mas para nós do SwáSthya Yôga, significa oferenda, honra, retribuição de energia ou força interior. Pois somos de uma linha Sámkhya, mas precisamente Niríshwarasámkhya, portanto naturalistas como ilustra o poema acima de Alberto Caieiro (Fernando Pessoa).
Pújá é uma forma de arte, pois você se utiliza de muita imaginação para demonstrar seu carinho ao criador mitológico do Yôga, Shiva, ao seu Mestre, Instrutor de Yôga, ou local de prática. E também muito sentimento.
Divide-se em:
- báhya pújá: externo, expresso com oferendas materiais. (Tradicionalmente, frutas, flores, tecidos, insenso e dinheiro); Mas deve ser feito com sentimento, criatividade.
- manásika pújá: interno, manifestado por meio de mentalizações e atitude interior.
Na prática ortodoxa de SwáSthya Yôga, convencionaram-se quatro segmentos de Pújá. Todo manásika pújá faz-se com profunda concentração. Utilizando visualização de cores, linhas ou jatos de luz. Deve ser feito com sentimento verdadeiro, honesto e intenso.
São eles:
Bhaván Pújá: feito ao local que acolhe os praticantes e que fica impregnado de forças positivas;
Gurú Pújá: feito ao instrutor que ministra a prática em curso, representante de Shiva;
Sat Guru Pújá: feito ao Mestre vivo mais antigo de determinada linhagem.
Shiva Pújá: feito ao próprio criador mitológico do Yôga.
A função do Pújá é estabelecer uma corrente de sintonia entre discípulo e Mestre, realizando o fenômeno dos vasos comunicantes: aquele que tem mais deixa fluir para aquele que tem menos.

Mantra

Cia SwáSthya Yôga de Artes Cênicas

Cia SwáSthya Yôga de Artes Cênicas

Cia SwáSthya Yôga de Artes Cênicas

Cia SwáSthya Yôga de Artes Cênicas




Mantra
Vocalização de sons e ultra-sons

Na prática básica de ády ashtánga sádhana, o mantra é utilizado para aplicar a vibração de ultra sons no desesclerosamento de nadís, que são os meridianos por onde o prána circula em nosso corpo físico e energético. Na maior parte das pessoas tais nadís estão obstruídas por maus costumes alimentares e por emoções pesadas que as entopem da mesma forma que as artérias, dando vazão a uma enorme variedade de sentimentos inferiores, pesados e viscosos.
Os mantra atuam por ressonância. Assim, pessoas comuns passam a ter a capacidade de emitir vibrações que atuem nas áreas mais recôntidas da nossa fisiologia pránica.
Mantra não é música, mas é uma forma de arte das mais belas do Yôga. Não é necessário que os mantras sejam vocalizados de maneira afinada, como uma música, pois se a pronúncia estiver correta seus efeitos serão captados da mesma forma.

Pránáyáma

Amigos queridos da Equipe da Uni-Yôga Itaim SP.
Da esquerda para direita:
Instrutora Beatriz Freitas, Instrutor Rafael Kiss,
Minha Monitora, Instrutora Célia Berlin, Diretora da Uni-Yôga Itaim/SP
e eu, Instrutora Thais Lopes.



Instrutora Célia Berlin - Uni-Yôga Itaim/SP




Pránáyáma
Expansão da bioenergia através de respiratórios

Pránáyáma é respirar com arte, fazer da respiração um ato consciente. Prána significa bioenergia, qualquer energia manisfestada biologicamente.
A respiração deve ser sempre nasal, silenciosa e completa. Feita com a participação da musculatura abdominal, intercostal e toráxica, promovendo um aproveitamento muito maior da capacidade pulmonar. Pode ser feita com ou sem ritmos e bandhas (contrações). Tem como fases:
- púraka, inspiração;
- kúmbhaka, retenção com ar;
- rêchaka, expiração;
- shúnyaka, retenção sem ar.
O ato de respirar por si só já é uma grande forma de expressar arte. Pois integra o ser humano com a energia vital, com a própria natureza.

Kriyá




Kriyá
Atividade de purificação das mucosas

Os Kriyás consistem em uma verdadeira arte de limpar o corpo por dentro e por fora, a alquimia da purificação. Trazer o conceito de “belo” para o corpo físico interno. Pois muitas pessoas acham que estão “limpas”, mas estão na verdade, escondendo delas mesmas impurezas emocionais e físicas internas.
Existem Kriyás secos e úmidos. Seis são os principais, denominados shat karma.
São eles:
- Kapálabhati: significa crânio brilhante. Limpeza do cérebro e dos pulmões.
- Trátaka: limpeza dos globos oculares
- Nauli: limpeza dos intestinos e dos órgãos abdominais.
- Nêti: limpeza das narinas e do seio maxilar.
- Dhauti: limpeza do esôfago e do estômago.
- Basti(vasti): limpeza do reto e do cólon

“Shat Karma são práticas muito poderosas que não podem ser aprendidas por livros ou ensinadas por pessoas inexperientes”
(Hatha Yôga Pradipika)

Além do shat karma que são os principais tipos de Kriyás. Existem vários outros não menos importantes. Para tanto, estes Kriyás devem ser feitos sempre com o acompanhamento de um instrutor formado, pois não são isentos de riscos.
Além das purificações físicas, existe o trabalho de purificação emocional, denominado kama shuddhi.
O Kriyá demonstra uma atitude de auto-conhecimento e de amor próprio, pois a arte de gostar-se é agir em prol de si e de sua estrutura física. Portanto Kriyá também é uma forma de arte.

Ásana




Ásana
Técnica corporal, firme e agradável

Ásana é uma técnica corporal, com respiração coordenada e atitude interior. Precisa ser estético, confortável, estável. Com respiração consciente, profunda (abdominal completa), pausada (ritmada). Deve ter uma atitude interior com localização da cosciência, mentalização de cores, imagens ou sons, e muito bháva (profundo sentimento ou reverência).
Os ásanas, são esculturas feitas com o corpo. Mostram beleza, atitude, força, poder e energia.
Durante os ásanas deve-se ater às regras gerais de execução, são elas:
Regra de respiração coordenada, movimentos para cima são feitos com inspiração e movimentos para baixo com expiração.
Regra de permanência no exercício, para iniciantes, permanecer apenas o tempo que conseguir reter com ou sem ar nos pulmões. Para prática em grupo, usar o bom senso, para a prática de coreografias, apenas um segundo, para a prática em casa, o máximo de permanência.
Regra de repetição, no SwáSthya Yôga quase não usamos repetição. A regra geral é “permanência máxima e repetição mínima”.
Regra de localização de cosciência, localizar a consciência na região mais solicitada pelo exercício.
Regra de mentalização, aplicar imagens, cores e/ou sons na região onde você localiza a consciência.
Regra de ângulo didático, tornar o ásana mais estético e mais didático.
Regra de compensação, compensar todas as anteflexões, retroflexões e lateroflexões.
Regra de segurança, esforçar sem forçar.

Yôganidrá




Yôganidrá
Técnica de descontração

Yôganidrá é o relaxamento final que auxilia o yôgin na assimilação e manifestação dos efeitos produzidos por todos os angas. A eles, soma os próprios efeitos de uma boa descontração muscular e nervosa.
O Yôganidrá aplica a melhor posição para relaxar, a melhor respiração, a melhor inclinação em relação à gravidade, o melhor tipo de som, de iluminação, de cor, de perfume, de indução verbal, e principalmente, muita criatividade do instrutor que faz esta indução. Aí está a arte. Ou seja, em tudo.

Tipos de Relaxamento:
- o relaxamento das cores;
- o relaxamento dos sons;
- o relaxamento da praia;
- o relaxamento da clareira no bosque;
- o relaxamento da gota de orvalho caindo na superfície de um lago sereno;
- o relaxamento da rosa;
- o relaxamento da cachoeira de luz;
- etc.

Todos eles utilizam a mesma base inicial que consiste em um comando de descontração do corpo todo, parte por parte. A base inicial pode induzir a descontração localizando a consciência em cada segmento do corpo, um por um, a fim de desligar todos os pontos de tensão.

Um bom relaxamento é dividido em quatro partes:
- entrada;
- utilização;
- preparação para o retorno;
- retorno gradual e efetivo;
Seguindo todas estas partes, o melhor é desenvolver a criatividade e utilizar-se desta para aperfeiçoar paisagens e outras descrições.

Samyama




Samyama

Concentração, Meditação e Hiperconsciência

“Há metafísica bastante em não pensar em nada.
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do mundo?
Não sei. Para mim, pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar.”
(Fernando Pessoa)

Pátañjali afirma em sua obra clássica, o Yôga Sútra (III-4), que samyama é quando ocorrem dhárana, dhyána e samádhi ao mesmo tempo.
Antes da meditação você precisa dominar o dhárana e, antes dele, o pratyáhára. É necessário dominar e transcender cada um para que, de dentro dele, desabroche o seguinte.
Abstração (Pratyáhára), é a abstração de todos os sentidos;
Concentração (Dháraná), é concentrar-se em um yantra ou mantra;
Meditação (Dhyána), é a intuição linear ou supraconsciência. Parada do pensamento.
Assim como durante o dia o Sol eclipsa a sutil luminosidade das estrelas e elas não nos aparecem, da mesma forma cada manifestação mais densa eclipsa as mais sutis. O corpo físico eclipsa o emocional. O emocional eclipsa o mental. E o mental eclipsa o intuicional, onde se processa a verdadeira meditação.
No caso do samyama, a arte, está em não pensar em nada, ter total domínio da sua mente.

Existem basicamente três graus ou métodos de meditação:

- yantra dhyána: meditação de primeiro grau;
- mantra dhyána: meditação de segundo grau;
- tantra dhyána: meditação de terceiro grau, de natureza iniciática:

“Penso 99 vezes e nada descubro.
Deixo de pensar,
mergulho no silêncio,
e a verdade me é revelada.”
(Einstein)

Coreografias


Coreografias

“Só posso crer num Deus que saiba dançar.”
(Nietzsche)

As Coreografias são uma das características mais importantes do SwáSthya Yôga, pura forma de expressar-se com arte.
Todas as aulas são ministradas em formato de coreografia. As passagens de um ásana para outro tornam um ashtánga sádhana belíssimo de se ver. Existem também instrutores que se formam apresentadores de coreografias e inspiram a todos que assistem a praticar o Yôga Antigo, o SwáSthya Yôga.
As coreografias foram resgatadas pelo SwáSthya Yôga, pois era uma estrutura antiga que estava quase perdida.
O súrya namaskara é considerado um dos mais antigos conjuntos de técnicas corporais do Yôga, que remonta aos tempos que o homem adorava ao Sol. O súrya namaskara é a única coreografia ainda existente no acervo do Hatha Yôga moderno, surgido no século XI da era Cristã e perdeu quase toda sua tradição iniciática. Portanto, o que hoje chamamos coreografia, já existia e era uma forma de execução bem arcaica, só que atualmente é pouco conhecida por estar praticamente extinta.
Quanto a parecer dança, não nos esqueçamos que o criador do Yôga foi Shiva, que era um dançarino e foi imortalizado com título de Natarája (rei dos bailarinos).

Shiva


Shiva Natarája Nyása

“Na mitologia da Índia,
o ritmo que atua em todo universo
é simbolizado pela imagem
dançante do Deus Shiva.
A dança é uma manifestação do ritmo.”
(Selvarajan Yesudian)

A dança de Shiva. Arte Pura, retorno às origens. A dança, envolta como uma luta que transforma-se em Yôga. Esta Técnica de Shiva Natarája Nyása promove uma identificação total com as raízes pré-clássicas do Yôga.

A história da origem desta técnica ancestral, conta que certa vez um monge chamado Bôddhi Dharma recebeu uma missão de viajar da Índia até a China para levar o Hinduísmo. Quando estava se preparando para a viagem alguém o lembrou de que, se ele fosse sem escolta militar, simplesmente não chegaria ao destino. Ele precisava transportar dinheiro, tecidos, esculturas e tudo aquilo que os bandidos do deserto desejavam.
O monge considerou que, se levasse uma escolta militar armada com a proposta de matar – o que certamente ocorreria, pois seriam atacados - Estaria sendo incongruente com o princípio de ahimsá (não-agressão). Por mais que fosse em nome de sua defesa, não aceitou e decidiu ir sem escolta. Porém, logo refletiu melhor, sem escolta não chegaria à China, pois o matariam no caminho. Melhor não ir. Mas se não fosse, estaria se apegando à vida. Que tipo de monge era aquele que tinha medo de morrer? Aquilo se transformou num dilema ao qual estava preso, porque cada vez que chegava a uma conclusão surgia uma contrária.
Conta a tradição que. Então, o monge se sentou diante da estátua de Shiva e começou a meditar e jejuar. Ficou ali, meditando e meditando, não se sabe por quantos dias, sempre em jejum e olhando fixamente a imagem de Shiva. Num dado momento teve uma visão, a estátua se movia, estava dançando. E no meio de sua dança convidou o monge, que se levantou e foi dançar com Shiva por tempo indefinido. Ao concluir essa experiência, o monge sentiu-se pronto e soube que estava preparado para empreender a viagem sem escolta militar. Atravessou os desertos e desfiladeiros completamente desarmado.
Naquela época a chegada de uma caravana era motivo de festa. Todos foram recebê-la. Quando viam que não trazia escolta militar, cercaram o monge, ansiosos por saber como havia se defendido no deserto. Ele respondeu que com suas mãos vazias.
A frase ficou tão famosa que ninguém mais estava interessado no Hinduísmo, apenas na técnica que o monge havia usado para se defender. Ele identificou a oportunidade e criou uma arte marcial. Mais tarde quando os chineses invadiram a ilha de Okinawa, os japoneses tomaram a técnica e a aperfeiçoaram, originando uma disciplina denominada mãos vazias: o Karatê.
Mais uma vez uma história do Yôga que ilustra o começo de uma outra arte. Pode ser muito provável que toda forma de arte tenha saído do Yôga através do Inconsciente Coletivo.
O Nyása é uma identificação que produz efeitos parecidos com os das paranormalidades. Essa identificação pode ser feita com um objeto ou criatura, através da assimilação de suas características. Trata-se de um processo de pura aprendizagem, já que aquilo que foi assimilado passará a fazer parte de nosso patrimônio pessoal – até mais que um livro lido.
Particularmente, esta é uma das partes que mais me fascina no Yôga.

Símbolos


Símbolos


A dança de Shiva repesenta destruição, Shiva dança e a matéria ao seu redor dança também. Com seu bailado, mantém o movimento cósmico e logo o destrói, gerando assim, espaço para reconstruir.
Durante todo o Sádhana utilizamos símbolos, através de imagens arquetípicas que atuam no nosso inconsciente coletivo. Mas nem toda imagem arquetípica é um símbolo por si só. Em todo símbolo está sempre presente a imagem arquetípica como fator essencial, mas para construí-lo, a essa imagem, ainda devem juntar-se outros elementos. O símbolo é uma forma extremamente complexa. Nela se reúnem opostos numa síntese que vai além das capacidades de compreensão disponíveis no presente e que ainda não pode ser formulada dentro de conceitos. Inconsciente e Consciente aproximam-se. Assim, o símbolo não é racional, porém as duas coisas ao mesmo tempo. Se é de uma parte acessível à razão, de outra parte lhe escapa para vir fazer vibrar cordas ocultas no inconsciente.
Os símbolos segundo Jung são a expressão de coisas significativas para as quais não há, no momento, simulação mais perfeita.
Exemplo: a imagem da caverna, descrita por Platão, onde homens acorrentados vêem apenas o movimento de sombras sem se darem conta de que desconhecem a verdadeira realidade.
Os símbolos têm vida. Atuam. Alcançam dimensões que o conhecimento racional não pode atingir. Transmitem intuições altamente estimulantes, prenunciadoras de fenômenos ainda desconhecidos, como o sámádhi.

ÔM


O ÔM


ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Entretanto cada escola adota um traçado diferente particular que passa a ser seu emblema.
Pronuncia-se ÔM. Traçado em caracteres, é um yantra e pronunciado é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.
ÔM não tem tradução. Contudo os hindus o consideravam como o próprio nome do absoluto, seu corpo sonoro, devido à sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correto.
Nas escrituras da Índia Antiga o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os mantras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado matrika mantra, ou som matricial.
Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregnação no inconsciente coletivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes da civilização européia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!
Evidentemente, portanto com tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. A arte está implícita nos símbolos.

Arquétipos


Arquétipos

Arquétipos são possibilidade herdadas para representar imagens similares, são formas instintivas de imaginar. São matrizes arcaicas onde configurações análogas ou semelhantes tomam forma.
Seja qual for sua origem, o arquétipo funciona como um nódulo de concentração de energia psíquica. Quando essa energia, em estado potencial, se atualiza, toma forma, então teremos a imagem arquetípica.
Nunca nos maravilharemos bastante sem pensarmos neste prodigioso fenômeno que é a formação de imagens interiores.
A noção do arquétipo postulando a existência de uma base psíquica comum a todos os seres humanos, permite compreender porque em lugares e épocas distantes aparecem temas idênticos nos contos de fadas, nos mitos, nos dogmas, nas artes, na filosofia, nas produções do inconsciente coletivo de modo geral – seja nos sonhos de pessoas normais, seja em delírios de loucos.
Quando no mudrá e no pújá nos sintonizamos com os nossos arquétipos, voltamos às origens. Vejamos um exemplo: O tema mítico do eterno retorno. Vamos encontrá-lo profundamente enraizado nas convicções ingênuas de sociedades primitivas, seguras de ocorrerá uma volta aos tempos das origens, era do Yôga Pré-Clássico, era de abundância e felicidade. A mesma idéia está incorporada na cosmogonia hindu, com seus quatro Yugas (Períodos) que se desdobram lenta e incessantemente em ciclos perentes marcados nos seus movimentos de expansão e de declínio por acontecimentos mitológicos sempre idênticos. Ressurge a idéia com os filósofos gregos pré-socráticos Anaximandro e Pitágoras. E Platão estava convicto que as artes e a filosofia inúmeras vezes já se haviam desenvolvido até atingirem seu apogeu para declinarem e extinguirem-se a espera de um recomeço de um novo ciclo.

Mentalização


Mentalização

Durante as técnicas de pránayáma, deve-se fazer mentalizações para que a bioenergia circule melhor pelo sangue. É a parte artística do seu pránáyáma. Deve-se utilizar toda criatividade possível para que o praticante entre em contato com o próprio corpo, através dos condutos respiratórios. Visualizando o prána em cada célula, trazendo saúde e bem estar.
A mentalização deve ser usada em todo o seu sádhana, sem exceção. No mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá. ásana, yoganidrá e samyama.
As técnicas do Yôga se fundem umas com as outras. Tudo isso porque o SwáSthya é um Yôga completo. E todas as suas partes possuem algo artístico.

Inconsciente Coletivo




Inconsciente Coletivo

Corresponde às camadas mais profundas do inconsciente, aos fundamentos estruturais da psique, comuns a todos os homens.
Do mesmo modo que o corpo humano apresenta uma anatomia comum, assim também a psique possui um substrato comum. Jung chamou este substrato de inconsciente coletivo. Na qualidade de herança comum transcende todas as diferenças de cultura e de atitudes conscientes, mas em disposições latentes para reações idênticas. Assim o inconsciente coletivo é simplesmente a expressão psíquica da identidade da estrutura cerebral, independente de todas as diferenças raciais. As múltiplas linhas de desenvolvimento psíquico partem de um tronco comum cujas raízes se perdem muito longe num passado remoto. Talvez na origem do próprio homem. No Púrusha. Na sua essência. E é diretamente para reencontrar essa essência que o Yôga atua. Para levar o homem ao Sámádhi, o estado de hiper-consciência e megalucidez que só o Yôga proporciona.

Arte


Arte

“Nada existe a que se possa dar o nome Arte.
Existem somente artistas.”
(Gombrich)

Era uma vez homens que apanhavam um punhado de terra colorida e com ela modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna. Povos primitivos. Chamamos estes povos de “primitivos”, não porque sejam mais simples do que nós, mas por estarem mais próximos do estado em que, num dado momento, emergiu a humanidade. Alguns destes povos criaram na Índia Antiga, o Yôga, a dança, a luta, enfim, variadas formas de expressão a que podemos definir como arte. Hoje encontramos refinadas pinturas, um belíssimo Yôga codificado por um grande artista, diversas danças e lutas, além de muita música, teatro entre outras coisas.
Mas o que é arte realmente? E novamente Gombrich dizia: “Todos gostamos do belo exibido pela natureza e somos gratos aos artistas que o preservam em suas obras.” Para mim arte é simplesmente o fato de existir o artista. Pois, se ele existe e classifica-se como tal, tudo que este escuta, executa, é uma forma de arte-expressão, seja ela externa ou internamente, seja apenas uma tentativa ou plena perfeição. Se for feito com sentimento, dedicação, não precisamos julgar nada, apenas apreciar, pois já será arte.
Muitos danos podem ser causados por aqueles que repudiam e criticam obras de arte por motivos errados. E, ainda mais importante, prova-nos que o que chamamos “obra-de-arte” não é fruto de uma atividade misteriosa, mas objeto feito por seres humanos para seres humanos.
Eu conheço um artista perfeito. Ele conseguiu codificar uma obra que fora perdida no tempo a mais de 5000 anos. E tenho certeza que não só eu, mas muitas pessoas que o conhecem sabem que esse artista realizou algo irretocável, algo que nada pode ser acrescentado, algo que está certo, um exemplo de perfeição em nosso mundo tão imperfeito.

“É fascinante observar um artista esforçando-se
por alcançar o equilíbrio adequado,
mas se lhe perguntássemos por que fez isso e mudou aquilo,
talvez ele fosse incapaz de explicar.
O artista não obedece a regras fixas.
Ele simplesmente intui o caminho a seguir.”
(Gombrich)

Por vezes me pergunto se o erro do artista é acreditar demais na sua obra ou se é ter certeza de que tudo é possível, e levar consigo toda a segurança que o universo pode dar. Mas não, pois a realidade é clara, arte é só arte. E deve ser vista desta forma. O artista não erra, incomoda. Pois a arte também é para isso, incomodar. Se um leigo tentar julgar, acaba por mentir a si mesmo.

“As pessoas gostam de se iludir:
Chamam de verdade à mentira;
compram sonhos e ilusões a qualquer preço,
mas repudiam a realidade com indignação irracional.”
(Mestre DeRose)

Trabalhar com Arte, com vontade

Festival Internacional de Yôga de Saquarema, RJ, 2008
Instrutores do Método DeRose


Trabalhar com Arte, com vontade


Teoria do Flow:


Fazer o que se gosta e com imenso prazer, é o que cada instrutor do SwáSthya preza na sua profissão. A Administração Participativa, método no qual os profissionais da Rede DeRose estão inseridos, é isso. Todos unidos por um mesmo ideal. Acordando todos os dias com vontade para trabalhar. Por muitas vezes com o corpo físico cansado, mas com o emocinal e o mental trabalhando a mil por hora. Com pequenas pausas no seu dia, para, “dar aulas”, a parte mais gostosa da profissão.
Diversas pesquisas apontam como é importante ter prazer para realizar qualquer tipo de trabalho. Vestir a camisa. Deixar que aquilo que se tem que fazer, se torne arte, uma verdadeira obra-de-arte, transformadora, que pode mudar o Karma de muita gente, com imensa responsabilidade social.
Surge um novo conceito em motivação: o flow
Quando muitos acreditavam que tudo já havia sido dito em termos de motivação, surge no cenário acadêmico um novo conceito: a Experiência Máxima, apresentada por Mihaly Csikszentmihalyi no livro Flow: The Psychology of Optimal Experience, traduzido na versão brasileira por Psicologia da Felicidade, título que não retrata a complexidade do tema (CSIKSZENTMIHALYI, 1991, 1992).


Preocupado com aspectos criativos, cognitivos e motivacionais (CSIKSZENTMIHALYI, 1996, 1992), o autor percebeu que o mesmo "estado de espírito extraordinário" encontrado em artistas (o pintor que pinta uma aquarela, por exemplo), também poderia ser encontrado em outras pessoas, trabalhando em atividades "sem atrativos", comuns, "desglamourizadas". A obra de Csikszentmihaliy quer, assim, restituir às pessoas comuns a possibilidade de obter satisfação no dia a dia, não somente através de acontecimentos excepcionais, inesperados e raros.
Em primeiro lugar, o que é chamado aqui de "estado de espírito extraordinário" é o que Csikszentmihalyi chamou da experiência de fluir ou flow. Esse estado ocorre quando o indivíduo, motivado e capacitado para a atividade, sente-se desafiado pela tarefa, concentra-se de forma extrema na sua resolução até o ponto de perda da noção de tempo e emprega ao máximo suas capacidades. Ao mesmo tempo em que realiza grandes esforços, não os percebe como tal, pelo menos no sentido negativo do termo (no sentido de sacrifício, de exaustão), justamente porque os esforços são realizados em direção a suas próprias metas, e não a fim de atender metas alheias. Há uma sensação de controle (da situação e de autocontrole), onde a atividade é o fim em si mesma. A satisfação não se encontra apenas nos resultados, mas no processo como um todo, o que permite, por si só, uma sensação muito mais prolongada e enriquecedora. Essa é, aliás, a origem do termo empregado muitas vezes pelo autor, autotélico. Do grego, auto (por si mesmo) e telos (finalidade), daí a personalidade autotélica, aquela que busca a satisfação independente das circunstâncias, que aprecia o caminho e não somente a chegada. O flow é diferente de apenas sentir prazer. O prazer, embora indispensável à felicidade humana, pode ser considerado como um elemento absorvido passivamente, de caráter fugidio, que não traz lembrança de satisfação e não gera crescimento pessoal. Por outro lado, o flow é duradouro, há sensação de controle dos eventos e crescimento pessoal, advindo a satisfação da superação dos obstáculos. Enquanto o prazer é um importante componente da qualidade de vida, mas não traz felicidade por si só, o flow gera crescimento psicológico e aumenta a complexidade do ser. As diferenças entre prazer e satisfação ficam nítidas quando se pensa nas formas de aproveitamento das capacidades sensoriais. No que se refere ao paladar, por exemplo, pode-se devorar um prato de comida e obter o prazer de saciar a fome ou pode-se saborear lentamente uma refeição requintada, identificando os temperos, ervas, aromas e sabores, ou ainda tentar preparar o próprio alimento, enfrentando os desafios de combinar adequadamente os ingredientes. Para que a experiência de satisfação plena possa ocorrer, necessitamos de um equilíbrio dinâmico entre capacidades e desafios. Alta capacidade e baixo desafio leva ao tédio. Alto desafio e baixa capacidade leva à ansiedade. Segundo o autor, é impossível fazermos por um longo tempo a mesma tarefa, com o mesmo nível de complexidade, sem ficarmos frustrados ou entediados. Logo, o flow está no aumento gradual da complexidade das tarefas, levando a um incremento também gradual de nossas capacidades, ou seja, ao desenvolvimento de nossos potenciais. É a busca por satisfação que nos leva à procura de novos desafios e de oportunidades de realização de nosso potencial (CSIKSZENTMIHALYI, 1996, 1997).


Assim, estariam presentes no flow os seguintes elementos: o desafio, as capacidades para enfrentá-lo, o "perder-se" na tarefa e a satisfação que leva ao esquecer do tempo que passa. Os que alcançam o flow conseguem focar a atenção em atividades ligadas a suas metas, controlam sua realidade subjetiva de forma a libertar-se de recompensas externas inatingíveis e encontram recompensas na atividade atual, a qual se entregam sem reservas, de forma ativa, dedicada e responsável. A personalidade autotélica cria condições de flow, transformando atividades áridas em atividades complexas e reconhece oportunidades de ação onde outros não reconhecem (CSIKSZENTMIHALYI, 1992). A capacidade de "entrar em flow" não se restringe às questões profissionais. É possível passar do estado do puro tédio à experiência do flow nas áreas familiar, social, cultural e até mesmo no lazer. Para tanto, necessitamos estar conscientes de que a satisfação não ocorre de forma casual, para alguns afortunados que passam por acontecimentos empolgantes. Ao contrário, o flow é resultado de um esforço consciente pela definição de nossas próprias metas, desenvolvimento de potencial, busca constante de recursos internos, menor dependência de fontes externas de gratificação e identificação clara do que é nosso interesse e do que é interesse alheio. Como se vê, a busca do flow não é uma tarefa fácil. É, porém, compensadora para aqueles que a experimentam.
O SwáSthya Yôga e a Teoria do Flow
É possível fazer uma aproximação entre a teoria do Flow e alguns conceitos apresentados pelo DeRose na nossa forma de trabalhar.
O Yôga é uma filosofia de mais de 5000 anos. E hoje surgem diversas teorias “inovadoras” como esta, que buscam associar qualidade de vida, prazer em trabalhar e executar tarefas do dia a dia. Mas devemos perceber, que esta forma de trabalho através do Yôga, faz com que um fluxo perfeito se instaure entre a União Nacional De Yôga, Federações Estaduais de Yôga, Conselho Administrativo da Uni-Yôga, Diretores de Unidades, Instrutores, e alunos em formação. Haja visto que a Uni-Yôga é uma das marcas que mais cresce no país. E para nós, entrar em “flow” nada mais é do que utilizar-se do nosso corpo intuicional, que será desenvolvido através do SwáSthya Yôga. Ouvir nossa “voz interior”, sem fazer esforço algum para isso. Apenas deixando fluir. Treinamentos estes, que fazemos durante o samyama, nosso oitavo anga da prática de SwáSthya Yôga ortodoxo.


Uma vez que isto [porque as pessoas se conduzem de determinada maneira nas organizações] é compreendido , torna-se fácil predizer e controlar a conduta humana. Previsões e controle de conduta são conseqüências do conhecimento. Freqüentemente administradores e cientistas tentam tomar atalhos, indo diretamente à previsão e ao controle (ARGYRIS, 1957, p. 18).



SwáSthya Yôga Como Arte Pura

Como observamos nos capítulos acima, o SwáSthya Yôga, é tão completo em tudo que está envolvido, que podemos defini-lo como a mais verdadeira forma de arte. A mais ancestral de todas. Criada desde os primórdios da humanidade. Há mais de 5000 anos na Índia Antiga. E que graças ao Mestre DeRose, podemos acessá-la neste século. E observar um crescimento maior a cada dia das pessoas que também querem ter esta preciosidade em suas vidas.
Tudo está interligado.
Para se atingir determinados estados que se dizem artísticos, precisamos acessar nosso veículo intuicional. E é através do SwáSthya que iremos ter consciência suficiente para fazê-lo. E por que não, irmos ainda mais longe?
A meta do Yôga, é a hiperconsciência, o Samádhi. E é nesta busca, procurando atingir este estado especial, esta essência, que inconscientemente todos os artistas estão. E todos os seres humanos especiais, sensíveis, arrojados e dinâmicos também. Que não se contentam em permanecer num mesmo patamar durante uma vida inteira, que almejam sua evolução.
Por isso devemos entender o SwáSthya Yôga, como uma forma de arte perfeita. E respeitá-lo ainda mais por isso.